Os dados: onde estão hoje

PIM, fornecedores, certificados, e o que costuma faltar.

Chamo-me Daniel Carlman, e esta é a DPP Academy. Hoje: os dados de que um passaporte se serve, e onde costumam já estar.

O que entra num passaporte é escolhido, grupo de produtos a grupo de produtos, a partir de uma lista no anexo III do ESPR. O ato delegado de cada grupo diz o que deve, ou pode, ser incluído.

A lista abrange informações sobre o produto, como o desempenho, a reparação e o fim de vida. As substâncias que suscitam preocupação. Os documentos de conformidade e os manuais. E os identificadores do produto, das empresas e das instalações.

Para as substâncias que suscitam preocupação, as informações devem incluir pelo menos: o nome da substância, onde se encontra no produto, a sua concentração, e como utilizar o produto em segurança e tratá-lo em fim de vida.

Na prática, muito disto já existe, mas disperso. Os dados do produto estão muitas vezes num PIM ou num ERP. Os dados sobre materiais e substâncias vêm muitas vezes dos fornecedores. Os certificados, as declarações e os relatórios de ensaios costumam existir como documentos.

Onde quer que estejam, a lei é clara: os dados no passaporte devem ser exatos, completos e atualizados. Por isso, o passaporte tem de acompanhar os sistemas de onde vêm os dados.

Quem é responsável? O fabricante tem de garantir que existe um passaporte disponível. O importador também. E cada ato delegado diz quem pode criar ou atualizar que dados.

Um começo prático: faça a lista dos dados de que o seu grupo de produtos vai precisar. Encontre o sistema que detém cada campo. E assinale as lacunas.

Sou o Daniel. Até ao episódio dez.

Da próxima vez: porque é que um passaporte tem de sobreviver ao seu fornecedor. Isto não constitui aconselhamento jurídico.